O que é o PHP e como ele funciona?

O PHP de fato é uma das linguagens de programação mais populares da atualidade. Ela permite que você crie aplicações web robustas, de uma maneira muito simplificada e direto ao ponto.

Sem contar que a linguagem traz diversos recursos que facilitam e aceleram o processo de desenvolvimento de sites e sistemas para web.

E além do mais, ela ainda tem um ótimo ecossistema, um excelente comunidade, e um grande mercado de trabalho.

O que é o PHP?

PHP(PHP:Hypertext Preprocessor) é uma linguagem de programação interpretada e open source, focada no desenvolvimento de sistemas para web, que pode ser utilizada junto com HTML para a criação de páginas web dinâmicas.

História do PHP
A linguagem PHP foi desenvolvida em 1995 por um programador dinamarquês chamado Rasmus Lerdorf. Além disso, também foi uma das primeiras linguagens da história a lidar diretamente com HTML, e atualmente é mantida por uma organização chamada The PHP Group.

Durante toda sua existência, o PHP passou por muitas evoluções e versões, atualmente está em sua versão 7(Lançada em 2014), que por sua vez revolucionou a forma como utilizamos a linguagem no desenvolvimento de novas aplicações web.

Versões do PHP

Antes do PHP ser o que conhecemos hoje em dia, ele era apenas um conjunto de utilitários feitos em C para manipular código HTML, o seu criador, Rasmus Lerdorf, o chamava de PHP/FI, e o utilizava principalmente para contar a quantidade de visitas em seu site.

Logo depois, em 1998 foi lançada a versão 3, que dá início a era do PHP que conhecemos hoje em dia. Esta versão foi um tremendo sucesso na época, pois ela trazia muitas funcionalidades poderosas, como uma interface para conexão com múltiplos bancos de dados, melhoramento do design e sintaxe da linguagem, e suporte a orientação a objetos.

Logo após o sucesso do PHP 3, programadores começaram a desenvolver uma nova versão da linguagem. O foco deles era reescrever o núcleo da linguagem criando uma nova engine, para com isso, melhorar a performance e segurança da linguagem.

Então, sendo assim, em maio de 2000 foi lançando o PHP 4 com a Zend engine(novo motor da linguagem), e que trazia suporte a diversos servidores web, sessões, cookies, e melhorias de segurança.

Após, longos anos de desenvolvimento, em um processo que envolveu dezenas de desenvolvedores, em 2004, foi lançada a versão 5, que foi a responsável por popularizar o PHP no mundo todo, que trouxe com ela uma nova engine(Zend engine 2.0), que trouxe muitas melhorias no desempenho e segurança da linguagem.

Por diversos problemas durante o desenvolvimento, comunicação, comunidade e marketing, o PHP não teve versão 6, e foi direto para versão 7. E podemos dizer, que o PHP 7 marcou uma grande evolução na linguagem, tornando-a muito mais madura e veloz.

O PHP 7 foi lançado em agosto de 2015, e trouxe diversas melhorias no desempenho, remoção de funções e APIs depreciadas, adição de tipagem quando trabalhamos com funções e classes anônimas.

Tudo isso de fato, revolucionou a forma como usamos a linguagem, e com certeza marca o início de uma nova era na linguagem.

Quem usa PHP?

Segundo uma pesquisa da W3Techs, PHP é a linguagem de programação server-side mais usada no mundo, sendo utilizada por mais de 78% dos sites de toda web. Além disso, grandes sites de todo o mundo utilizam o PHP, tudo graças ao poder e versatilidade da linguagem, confira abaixo a lista de algumas empresas que usam o PHP em seus projetos.

De acordo com a BuildWith, os números do PHP são realmente expressivos:

  • Há 35,492,016 sites que podem ser encontrados na Internet usando PHP.
  • O país que atualmente mais utiliza o PHP de forma disparada é os EUA seguido da Rússia, e com o Brasil em sétimo lugar.
  • O repositório principal do PHP no Github possui mais 21k de stars e mais de 100 mil commits.
o que é um desenvolvedor full stack

O que é um Desenvolvedor Full Stack?

Full stack web developer é um perfil de desenvolvedor que consegue trabalhar não somente com um determinado tipo de programação mas também compreender de forma razoável uma porção de outras tecnologias envolvidas em um sistema: banco de dados, infra-estrutura, sistema operacional, servidor web, rede, CSS/HTML, Javascript, etc.

Estes profissionais conseguem solucionar uma grande gama de problemas deste “stack” todo e, quando precisam de ajuda, precisam de pouca instrução de um profissional especialista na referida tecnologia para conseguirem prosseguir sozinhos. Profissionais com este perfil são também muito valorizados por conta facilitarem a comunicação entre as diferentes áreas que participam de um projeto, uma vez que entende bem um pouco de cada, funcionando como um intermediador e agilizando as soluções.

Ao contrário do que é pensado, não é preciso ser um desenvolvedor experiente para considerar-se “full stack”. Isto pode ocorrer perfeitamente nos primeiros anos do profissional, basta o mesmo ter contato com estas diferentes tecnologias, o que normalmente ocorre em empresas menores, startups (onde nem sempre há um profissional dedicado para cada tecnologia) ou empresas que valorizam este tipo de profissional.

O desenvolvedor full stack então é aquele que lida tanto com o back-end (o lado dos servidores), quanto com o front-end (o lado dos clientes, os browsers).

O back-end envolve ao menos uma linguagem de programação, e geralmente um banco de dados (que costuma ser SQL, mas pode ser de outro tipo, noSQL ou pares de chave-valor). O front-end envolve HTML, CSS e JavaScript (bem como outras ferramentas e frameworks ligadas a essas tecnologias).

O conjunto todo é chamado de “stack”, pois se trata de uma “pilha” de tecnologias (pense nas tecnologias do servidor embaixo, e as do cliente em cima). Então “full-stack” é aquele desenvolvedor que lida com todas as camadas da pilha, e não só com uma parte delas.

 

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Conclusão:

Você ser um desenvolvedor Full-stack não significa necessariamente que você tenha que ser um desenvolvedor experiente, ou apenas um desenvolvedor web. Basta você ter o conhecimento razoável em tecnologias front-end e back-end, de uma maneira que você se sinta confortável com ambas metodologias. Na maioria das empresas, os empregadores procuram alguém  versátil, ou seja, se você é um profissional “completo”, que vá além e resolva os mais diversos tipos de problemas que impactam no negócio do cliente você tem uma maior vantagem na hora da contratação. Dica:  Se você é um programador você deve ter consciência de que para se manter sempre ativos, você precisam estar por dentro do que há de melhor no mercado, sempre vá se especializando e aprendendo novas tecnologias.